Caros Associados,
O Syndarma acaba de dar posse à sua nova diretoria e ao Conselho Fiscal.
Dar continuidade ao excelente trabalho feito por meu antecessor, Hugo Figueiredo, ao longo dos últimos 12 anos, é um grande desafio. São muitas as tarefas a assumir.
A mais premente, sem sombra de dúvida, é solucionar a enorme carência de Oficiais Mercantes que estamos enfrentando. Os investimentos feitos pelas empresas de navegação em novas embarcações e o forte desenvolvimento dos setores de óleo e gás, com a descoberta de novos campos de petróleo e, em breve, a produção das reservas do Pré Sal, fizeram com que a necessidade de Oficias mais que dobrasse. A proposta que estamos levando ao Governo é flexibilizar a Resolução Normativa 72, e utilizar, com mais frequência, a Resolução Normativa 80, ambas do Conselho Nacional de Imigração, que tratam da contratação de marítimos brasileiros e estrangeiros. Estas soluções são temporárias. Precisamos de uma alternativa, enquanto o esforço da Marinha do Brasil na formação de mais Oficiais não se realizar plenamente.
Tão importante quanto a primeira tarefa, é mostrar ao Governo que precisamos ser competitivos. Para tanto, voltaremos a apresentar o Pro Reb, assunto que começou a ser discutido no último ano do Governo Lula e foi interrompido pela campanha eleitoral. É prioridade da nova Diretoria, retomar esta discussão e demonstrar a necessidade do Pro Reb para consolidar definitivamente a cabotagem em nosso país, tornar menor o custo de exploração do petróleo em alto mar, e eficiente, toda a cadeia, incluindo o apoio portuário.
Outra tarefa que vamos empreender é o fortalecimento da ABAC, Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem. À ABAC caberá cuidar, com prioridade, dos assuntos ligados a este segmento. Assim como a ABEAM, a ABAC voltará a ter a enorme importância que já teve no passado.
Vamos copiar e repetir as boas medidas tomadas pela Diretoria que sai, como a convocação para as reuniões de Diretoria, dos Suplentes eleitos, com direito a voto.
Por fim, vamos defender, muito firmemente, nosso marco regulatório. Vamos, assim, procurar dar condições para o sucesso econômico-financeiro de nossas empresas e, em consequência, trabalhar para o crescimento sustentável de nosso País, agindo sempre eticamente, para continuar honrando a história desta casa.
Um forte abraço,
Bruno Lima Rocha
Presidente